sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O Primeiro

Estava sempre correndo.
Sempre com pressa.



Mal os motores da velha barca diminuiam a rotação, ele já se levantava e caminhava a passos curtos e ligeiros até a porta. Enquanto o navio atracava no cais, conservava-se de pé, ansioso. Queria ser o primeiro da boiada a disparar pela Praça XV. Liberdade, finalmente.
Mas, para onde iria? Por que correr tanto assim?


Era o primeiro. Sempre o primeiro. Isso é o que importa!